<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011</id><updated>2011-04-21T16:18:43.086-03:00</updated><title type='text'>vinteesete</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-7214526744724275975</id><published>2008-11-14T13:36:00.002-02:00</published><updated>2008-11-14T16:14:22.714-02:00</updated><title type='text'>a quem souber, que sirva</title><content type='html'>Esse esquisito prazer de entender qualquer coisa de difícil&lt;br /&gt;De se sentir raro ao se deparar com a solução de qualquer enigma&lt;br /&gt;De sentir o choque da descoberta&lt;br /&gt;De, de repente, ver que, agora, sabe isso também&lt;br /&gt;E se pergunta: quem mais sabe disso?&lt;br /&gt;Olha para todo mundo ao redor:&lt;br /&gt;Será que aquele homem de olhar arrogante sabe disso?&lt;br /&gt;E esse padre com cara de mulher mal amada?&lt;br /&gt;Alguém sabe disso?&lt;br /&gt;Esse esquisito prazer de se sentir raro!&lt;br /&gt;Recompondo seu jeito, levantando sua cabeça, te elevando&lt;br /&gt;Como eles podem viver sem saber disso?&lt;br /&gt;E seus pés vão subindo&lt;br /&gt;Bandos de nuvens te abraçando&lt;br /&gt;Aves plainando em coro&lt;br /&gt;Esse esquisito prazer de entender qualquer coisa de raro&lt;br /&gt;E levar isso nos olhos&lt;br /&gt;Impondo qualquer coisa de segredo&lt;br /&gt;De majestosa   sabedoria&lt;br /&gt;Mesmo que o quê, agora, se saiba, seja uma besteira inútil&lt;br /&gt;Uma história gostosa de mulher fantástica&lt;br /&gt;O nome de uma planta misteriosa&lt;br /&gt;O gosto desta planta&lt;br /&gt;A utilidade do prazer não interessa&lt;br /&gt;Só o gosto&lt;br /&gt;Só seu mundo cheio de lugares que são delírios e não são vida nem morte&lt;br /&gt;Nem sonhos, nem idéias, nem ilusões&lt;br /&gt;Só esse mundo interessa&lt;br /&gt;Esse saber&lt;br /&gt;Esse sabor&lt;br /&gt;Esse esquisito prazer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-7214526744724275975?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/7214526744724275975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=7214526744724275975&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7214526744724275975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7214526744724275975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/11/quem-sabe-que-sirva.html' title='a quem souber, que sirva'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-6104503028305429555</id><published>2008-11-11T11:18:00.000-02:00</published><updated>2008-11-11T11:19:22.845-02:00</updated><title type='text'>O estranho lado do comum passando</title><content type='html'>No sossego dos dias úteis&lt;br /&gt;Na calma das pernas frias&lt;br /&gt;No corpo doce&lt;br /&gt;Na cama&lt;br /&gt;Assustado com o tempo que a vida acumula nas nossas costas&lt;br /&gt;Com as grossas horas de rancor inútil&lt;br /&gt;Com o amor domesticado dos animais mansos&lt;br /&gt;Bobo&lt;br /&gt;Levando as mãos ao corpo ao lado&lt;br /&gt;Riscando os dedos na pele branca&lt;br /&gt;Pedindo sexo&lt;br /&gt;Sonhando com a leveza do corpo farto&lt;br /&gt;Com o gesto feito&lt;br /&gt;E sonhando com sonhos maiores&lt;br /&gt;Honrados&lt;br /&gt;Querendo aflito o impossível das coisas&lt;br /&gt;Querendo quieto&lt;br /&gt;Assistindo o balé dos falsos com alegria gostosa e gritando em coro:&lt;br /&gt;Vai cair&lt;br /&gt;Vai dançar&lt;br /&gt;Vai sumir&lt;br /&gt;Vai mudar&lt;br /&gt;Sabendo deixar passar o possível&lt;br /&gt;O comum&lt;br /&gt;Deixando de lado o pouco&lt;br /&gt;Querendo apressado nos lentos movimentos das horas&lt;br /&gt;Encantado com a espera&lt;br /&gt;E todos os suspiros da tensão&lt;br /&gt;E os crispados olhos crentes&lt;br /&gt;O alívio da saudade&lt;br /&gt;A certeza de voltar ao melhor lugar a cada volta&lt;br /&gt;E de se perder a cada curva&lt;br /&gt;Saber estar perdido quando o novo se fizer maior&lt;br /&gt;Quando tudo for estranho&lt;br /&gt;Permitir a invasão do estranho&lt;br /&gt;Ficar tonto em meio ao estranho&lt;br /&gt;Até querer o estranho&lt;br /&gt;E me deixar estranho&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer&lt;br /&gt;E fazer muito&lt;br /&gt;Gastar&lt;br /&gt;Gastar o estranho até que ele venha ao comum&lt;br /&gt;Então&lt;br /&gt;Deixa-lo passar também&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-6104503028305429555?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/6104503028305429555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=6104503028305429555&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6104503028305429555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6104503028305429555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/11/o-estranho-lado-do-comum-passando.html' title='O estranho lado do comum passando'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-9070380428072664430</id><published>2008-11-02T19:09:00.001-02:00</published><updated>2008-11-02T19:15:26.488-02:00</updated><title type='text'>o desespero da linha reta</title><content type='html'>Para me ater ao pouco&lt;br /&gt;Nos poucos traços do mínimo&lt;br /&gt;Para me atentar apenas ao menor e parar&lt;br /&gt;Para que eu não me exceda&lt;br /&gt;E diga o quanto eu realmente me importo&lt;br /&gt;Para que eu finja&lt;br /&gt;E minta sobre lugares que nunca fui&lt;br /&gt;Sobre prazeres que nunca senti&lt;br /&gt;Para que eu demore mais tempo sonhando&lt;br /&gt;E só acorde depois que o corpo estiver farto&lt;br /&gt;Para que eu sorva cada palavra e seus sentidos&lt;br /&gt;E possa guardá-las direitinho&lt;br /&gt;Para que todas as horas tenham seu registro íntimo&lt;br /&gt;E no futuro dos outros eu esteja presente&lt;br /&gt;Para que eu burle essas regras simples da moral&lt;br /&gt;E fale sobre o prazer de cada vício&lt;br /&gt;Uma lista de coisas a se fazer com o próprio corpo&lt;br /&gt;E o endereço da luciana ventania&lt;br /&gt;Para contar o quanto tenho sorte&lt;br /&gt;Para dizer o quanto o mundo é mágico e besta&lt;br /&gt;E fazer desse monte de delírios um lugar secreto para se visitar nas horas de tédio&lt;br /&gt;E deixá-lo à disposição&lt;br /&gt;Para que depois eu não diga que a vida é assim&lt;br /&gt;Que quando finalmente se sabe sobre tudo&lt;br /&gt;Já é tarde&lt;br /&gt;Para que eu saia por aí fazendo coisas sem saber exatamente o que faço&lt;br /&gt;Para que eu erre com as devidas desculpas&lt;br /&gt;Para que eu falhe&lt;br /&gt;E esteja errado quando digo a mim mesmo que eu não posso&lt;br /&gt;Para que eu possa e faça&lt;br /&gt;E me deite nas águas mornas dos rios do interior&lt;br /&gt;Nos lençóis esterilizados dos hotéis do mundo&lt;br /&gt;E nunca me pergunte pelo depois&lt;br /&gt;E seja leve&lt;br /&gt;Para que, um dia desses, eu acorde ainda meio tonto e me lembre de quase nada e deixe confortavelmente o tempo seguir seu fluxo e me afogar lentamente sem muito o que dizer e fazer e constatar que se é o mesmo depois de passar por todas essas coisas desconfortáveis que nos fazem mais secos e frios e velhos&lt;br /&gt;E não lamentar&lt;br /&gt;Para não parecer fraco e burro&lt;br /&gt;E nem querer&lt;br /&gt;Para não ter que brigar por algo que depois me decepcionará&lt;br /&gt;Só me atentar ao delírio&lt;br /&gt;À vontade&lt;br /&gt;À alucinação&lt;br /&gt;Ao desejo satisfeito na hora em que ele surge&lt;br /&gt;Para olhar para frente&lt;br /&gt;E não ver nada e não querer ver nada&lt;br /&gt;Para ir assim sem parar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-9070380428072664430?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/9070380428072664430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=9070380428072664430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/9070380428072664430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/9070380428072664430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/11/o-desespero-da-linha-reta.html' title='o desespero da linha reta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-8253980584214300570</id><published>2008-10-18T12:43:00.002-03:00</published><updated>2008-10-20T21:02:29.628-02:00</updated><title type='text'>não soneto para ela ler para mim, dezoito de outubro de dois mil e oito</title><content type='html'>Você tropeçando absorto em meus defeitos&lt;br /&gt;Como se eu fosse uma estrada confusa num dia besta de sol&lt;br /&gt;Correndo abobado completamente infantil&lt;br /&gt;Na inútil pressa que reza sofrido querendo chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente nada posso fazer, finjo e faço assim&lt;br /&gt;Que sou uma pedra precisando de carinho&lt;br /&gt;De alguém que me livre do meu excesso&lt;br /&gt;Sem levar nada disso que só eu sei que eu posso ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me quebrando e eu feliz em me refazer&lt;br /&gt;Um tanto de mim caindo pelo chão sujo&lt;br /&gt;E todo o resto respirando o alívio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me apalpando no seu jeito escuro de sentir&lt;br /&gt;Como se eu fosse o relevo amigo dos cegos&lt;br /&gt;E eu refeita nuvem, chovendo para dentro ia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-8253980584214300570?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/8253980584214300570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=8253980584214300570&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8253980584214300570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8253980584214300570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/10/no-soneto-para-ela-ler-para-mim-dezoito.html' title='não soneto para ela ler para mim, dezoito de outubro de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4437692412883438133</id><published>2008-09-21T22:26:00.001-03:00</published><updated>2008-09-22T13:30:20.365-03:00</updated><title type='text'>e descanse em paz, vinte e um de setembro de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando tudo repousa no macio, a desgraça se alegra. Assim como em qualquer descanso ou cuidado de não se deixar ao sabor dos acontecimentos. Toda calma é um câncer morno. É um lago de sangue doce que draga o sabor da vida e leva o homem ao canto mais bem guardado de seu vazio. Quando a vida fica fácil e se comporta sempre como nos dias mortos de domingo e ri moderadamente ou chora sem tristeza, nada nela há de importar nem agredir, nem nada que valha  ser notado ou bem quisto, nada. Uma vida tranquila é uma vida doente, sem saúde, sem força, não vale nada. Uma alma que reza todos os dias pedindo paz é uma alma fraca, medrosa, pequena. No que é que a paz irá ajudar no crescimento de um homem? Que homem é esse que sonha com céus azuis e pombas brancas (estas sim, em guerra certa contra a queda e os ventos fortes)  e dias cheios de pessoas se abraçando e rindo e não fazendo nada a favor da força da vida? Que homem é esse que não quer o risco e as tormentas que precedem as conquistas? Que se diz cristão mas nega suas gotas de sangue vivo?  Se quer paz, morra! Morra antes que a vida te humilhe a não ouvir tais preces tacanhas, a não poupar o corpo das tantas pancadas, a não permitir que se deite neste campo de batalha que só quer homens fortes e de vontade. Não, o suicídio de um homem fraco não é pecado, é um favor a todos os outros. Deus entenderá e guardará tal alma na lama da paz. A deixará eternamente envolta de todo esse nada que é a paz, a manterá sempre quieta e guardada longe de tudo que quer lutar, enfim, para esta pobre alma não há de ser o inferno.            &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4437692412883438133?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4437692412883438133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4437692412883438133&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4437692412883438133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4437692412883438133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/09/em-paz-vinte-e-um-de-setembro-de-dois.html' title='e descanse em paz, vinte e um de setembro de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-1566691289526462002</id><published>2008-09-04T12:00:00.003-03:00</published><updated>2008-09-06T19:33:13.171-03:00</updated><title type='text'>pasto, quatro de setembro de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fantasmas  ruflavam suas sombras ao longo do caminho em que eu andava perdido depois de uma noite gasta. Os galhos tortuosos das árvores desfolhadas camuflavam suas silhuetas com o balanço das ondas do vento. Um bando de animais se agitava com toda aquela presença na boca da manhã. Eu respirava  o frio do dia novo que chegava nos primeiros sinais de vermelhidão no longe dos campos. Na minha cabeça uma revoada de alucinações vivas que a noite insistia que eu carregasse me azucrinava como um bando de insetos. E para espantá-los eu compunha respostas absurdas para todas essas questões sem respostas que carrega a gente vida abaixo. Mas as respostas multiplicavam as perguntas e a revoada só crescia ao meu redor e sem pensar outra vez parei. Procurei um lugar para sentar e parei. Antes que tudo tirasse minha cabeça do lugar outra vez, parei. Sentado numa pedra escura, soprei forte, balancei as pernas e fitei o chão por algum tempo, como se realmente estivesse procurando o chão. Mas o que achei foi um resto de fumo dentro de uma caixa de fósforos que me espetava em um dos bolsos. Esfarelei todo ele na palma da mão e com a outra procurei por um pedacinho de papel qualquer perdido nos outros bolsos. Não havia nada. Olhei ao redor, nada. Andei um pouco olhando pelo chão. Nada. Com peito apertado e disposto a voltar à caminhada, vi um milharal recém trabalhado. E num pedaço de palha enrolei meu fumo já um tanto suado mas ainda mais cheiroso. Nas lufadas da fumaça que subia, o ranço ia sendo lavado. As perguntas, agora, eram piadas leves e gentis. Os animais cantavam. Os pássaros carregavam os fantasmas contra o sol que chegava mais uma vez sobre tudo como um grande  curioso que não queria perder nada também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-1566691289526462002?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/1566691289526462002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=1566691289526462002&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1566691289526462002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1566691289526462002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/09/pasto-quatro-de-setembro-de-dois-mil-e.html' title='pasto, quatro de setembro de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4305155673485931956</id><published>2008-08-07T10:29:00.001-03:00</published><updated>2008-08-07T10:33:45.152-03:00</updated><title type='text'>Eu, minha mãe, Deus e o macaco, sete de agosto de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ei mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário.  Ou pelo menos deveria ser. Afinal, a senhora me tem como filho. O Macaco sempre diz que Deus deve rir muito quando está escolhendo quem será família de quem. Acredito que na nossa hora Ele riu muito; ou ainda deve estar rindo. Nós provavelmente somos um espetáculo de vida aos olhos Dele. Antagonistas de um romance longo e cruel que Ele vai escrevendo devagarinho. Eu tento ser natural, te juro, eu só quero me sentir bem no final. Só quero seguir minha vontade e dormir satisfeito toda noite. Não suporto dias inúteis, horas vazias, confrontos medíocres... E parece que agindo assim tenho sido exatamente o oposto de tudo que sonhou para mim, enfim. Ainda estando muito além das margens temidas, te vi dançando ao longe numa dessas minhas noites , e outra vez me lembrei de ouvir o Macaco contando rindo que alguém falou para ele a seguinte frase, ou mais ou menos assim: “estou sempre buscando a elevação espiritual, mas o rock ontem foi do  caralho!”. Não sei o que o aconteceu mãe, mas desde muito cedo eu já ria com Deus. Nunca achei que Ele fosse me machucar. Não foi uma nem duas vezes que eu gritei no meio da noite por qualquer coisa que viesse Dele contra mim e nada. A vida continuava na mesma bonança. Como tem sido e sempre será. Mesmo que Deus seja só um conceito. Mesmo que não. Mesmo que Ele nos espreite sempre. Então lá estará Ele rindo e eu e você e o Macaco. E só eu poderia te dizer isso, acredito. No fim, todo esse meu desconforto é carinho. Alguma coisa me diz  que estamos sozinhos; estamos sempre trancados em nós mesmos observando o que o nosso corpo sente e sempre querendo que o corpo sinta mais, por isso a senhora dançou. É isso que a vida é. Por isso estou sempre indo. E pensando nisso tudo, te vendo no auge de sua vida, que eu digo que pelo menos deveria ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4305155673485931956?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4305155673485931956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4305155673485931956&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4305155673485931956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4305155673485931956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/08/eu-minha-me-deus-e-o-macaco-sete-de.html' title='Eu, minha mãe, Deus e o macaco, sete de agosto de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4394209989544463874</id><published>2008-07-13T17:23:00.001-03:00</published><updated>2008-07-13T17:25:23.284-03:00</updated><title type='text'>à margem, para marlon ferreira da silva, oito de julho de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os piores pesadelos são os que me acontecem ao meio-dia,  dos outros eu sempre acordo. Mas sob o sol do meio-dia, o mundo rosna sobre mim de um jeito que parece que quer me ver latindo. A vida fica feia. As ruas, desconfortáveis. E quando penso em fugir, me lembro da margem. Do lado da vida que está sempre fugindo. Do lado que vive longe. Enquanto cheia da febre do sol, minha vontade delira uma vida carregada de pequenos confortos. De prazeres vagabundos e baratos. Uma vida onde tudo fosse fácil. Como a dos donos de boteco. Bêbados todos os dia. Sentados numa soleira qualquer, esperando o sol esfriar. Enquanto o mundo sonha com inclusão, lutando para se sentir mais dentro, eu ando para o outro lado. Eu vou com as putas, contra os padres e os irmãos. Eu vou com os que desacreditam, mas ainda sonham. Com os que vivem morrendo. No meio-dia de todo o dia eu sonho contra o funcionalismo. Com a desconstrução da máquina. Com o delírio na ponta da língua e as formas fugindo. Eu sonho uma bomba ruindo as pessoas por dentro e elas correndo desesperadas para onde sempre quiseram estar. E a máquina desconsertada rangendo alto, "Isso é um absurdo! Como assim, pessoas correndo para fora? A segurança é algo que se conquista com disciplina! Como assim, homens bêbados ao meio-dia? Isso não passa de poesia!".  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4394209989544463874?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4394209989544463874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4394209989544463874&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4394209989544463874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4394209989544463874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/07/margem-para-marlon-ferreira-da-silva.html' title='à margem, para marlon ferreira da silva, oito de julho de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4593646881010642449</id><published>2008-06-29T16:30:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T16:30:59.281-03:00</updated><title type='text'>Confesso, sete de junho de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhor, eu passo meus dias olhando para as coisas que essa vida vem me trazendo. Olho cada vez com mais calma. Vasculho cada paisagem. Observo cada reflexo do sol que encontro nelas. Algumas vezes me espanto. Tudo me parece realmente vivo. Tudo parece correr em vias limpas e bem postas. Os passáros indo de árvore em árvore, levando suas pequenas peças. O mar lavando os homens. O vento arrefecendo as ruas com suas casas abertas e sedentas. É nessas horas que encontro coragem para quase tudo que eu quero. Nessas horas eu me sinto em suas mãos. Deito e rolo como um bicho, confesso. Alguma coisa em mim me pede para brincar. Seco meus copos e saio dançando, rindo, xingando. E no auge desta loucura toda, me vejo gritando baixinho: “Obrigado Senhor”. Porque a vida é boa. Algumas vezes isso fica bem claro. Algumas vezes, durante uma música, uma coisa fantástica acontoce e as horas somem. No sumidouro dos pensamentos fundos as horas vão. Bichos e cheiros e planos começam a gritar como insetos gigantes. Nuvens passam por todo o meu corpo. A cabeça sonha com isolamento. Acredita que está sozinha na escuridão de um quarto fechado na serração dos pastos. Durante um curto intervalo de música o mundo cresce. Acho que nunca entenderei este mundo. Não sei o que é andar para a frente. Tudo parece estar solto, mas nada sai do seu lugar. Penso que é como uma grande corrida de cavalos em um carrossel. E se andar para trás chegarei ao mesmo lugar. Senhor, escute bem o que vou Te falar, em muitas noites eu sonho que estou desaparecendo no escuro, que estou evaporando. Meu corpo se desmancha em ventos lentos e longos. Fico aliviado. Quando acordo outra vez dentro dele, me sinto cansado. Todo ele dói. Rolo procurando conforto até que me levanto. É estranho olhar para o mundo depois de um sonho. Fico triste. Ainda não é cedo? Não tenho eu muita estrada ainda pela frente? É o que acredito. Deixo que os dias venham sobre mim e fico feliz a cada noite. Toda noite é mais um dia que ganhei.  Toda  noite estou em festa.  Toda noite deixo minha cabeça dizer o que pensa.  Ela avança nos cenários mais doces e me carrega. Toda noite sonho com o dia que virá. Com um dia novo que nasce assim que o sol volta. E quando o sol chega outra vez na janela, eu respiro o vento novo e volto para o sono. Que venha. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4593646881010642449?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4593646881010642449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4593646881010642449&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4593646881010642449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4593646881010642449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/06/confesso-sete-de-junho-de-dois-mil-e.html' title='Confesso, sete de junho de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-6910404705316144981</id><published>2008-03-30T13:06:00.001-03:00</published><updated>2008-03-30T13:09:49.005-03:00</updated><title type='text'>trinta de março de dois mil e oito – leblon – rio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre o branco e preto do futuro que seria em foto o que sonhava e o colorido e pálido presente, cada palavra anotada no caderno ia, bem devargar, perdendo sua cor. Cada palavra ia se precipitando para o escuro mundo que o tragaria. I feel it closing in , day in , day out. No segundo antes da palavara ser pensada, no ninho mãe da idéia, o escuro mundo do futuro dançava alto. O sol insistindo do lado de fora, fazendo as cores gritarem inutilmente. Os olhos buscando entrar em si mesmos para o fundo. Entre o que agora escapava de seu controle e o que viria, estava o  tempo de sempre. O tempo que o prenderia em seu quadro mais firme. E sem que nada viesse de fora, as palavras o engoliam. Dentro delas, cada som se enchia de frio. E antes que a falta de ar o espancasse outra vez e o atirasse contra o chão, ele cuidadosamante se amarrou o mais alto que pôde. O sol continuou arrancando de cada coisa sua cor mais forte. As palavras o engoliam todo sem devolverem nada. E dentro de cada uma delas, ele dançava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-6910404705316144981?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/6910404705316144981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=6910404705316144981&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6910404705316144981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6910404705316144981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/03/trinta-de-maro-de-dois-mil-e-oito.html' title='trinta de março de dois mil e oito – leblon – rio'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-5837501193954859068</id><published>2008-03-17T13:31:00.001-03:00</published><updated>2008-09-06T19:45:51.407-03:00</updated><title type='text'>dezessete de março de dois mil e oito - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de viver muito. De olhar todas as coisas no mesmo lugar de uma forma diferente a cada vez. Depois de não mais saber diferir o próprio tempo. E respirar na terra frondosa das estradas pequenas dos lugares longes. A certeza de que nada muda nunca virá como um riso. Você olhará para as próprias mãos e se lembrará que elas sempre chegaram antes, que sempre foram onde quiseram ir antes que sua cabeça pudesse dizer qualquer coisa. E olhando o corte velho e seco no dedo maior, espantar-se-ia com a certeza de que nunca quis um corte e ele então seria você também. E com o fato de que você é o que acontece. Depois de tanto sonhar em vão, você é o que acontece. E acontecerá em você o que acontece em tudo. Os mesmos ciclos, os mesmos ventos, as mesmas calmas... Acontecerá e pronto. Mesmo que chore, mesmo que ria. Então... Depois de cansar de sofrer de tanto querer, nada mais quererá. E leve como folhas sem a árvore, se deixará.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-5837501193954859068?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/5837501193954859068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=5837501193954859068&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5837501193954859068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5837501193954859068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/03/dezessete-de-maro-de-dois-mil-e-oito.html' title='dezessete de março de dois mil e oito - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-3557684878087172538</id><published>2008-03-04T13:25:00.001-03:00</published><updated>2008-03-04T13:29:10.332-03:00</updated><title type='text'>quatro de março de dois mil e oito - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que rio de vento foi aquele? Na correnteza leve daquela rua cheia de vazios eu me deixei ir tarde afora. Era um dia desses que nada me esperava e eu precisava de tudo. Um desses dias que, quisesse eu ou não, terminaria sem me acrescentar nada. Eu não veria ninguém. Ninguém me esperava. Ilustrando isso tudo, a rua estava completamente sem passantes. As casas todas fechadas. Nenhum carro. Nem mesmo um rato sujo. Sabendo que teria que engolir tudo, melhor, nada desse dia, apenas fui andando. No fim da rua só havia o fim  da rua. Eu teria que voltar se quisesse continuar indo. Mas voltar só iria doer mais. Eu fugia do peso que minha cabeça me impunha. Fugia da inércia que me azedava, da letargia seca que me prendia a um ninho fétido e que enchia minha boca de fumo. Fugia como se fugir fosse um esporte que me tiraria de mim. Naquele rio de vento, nos minutos que ele passou, eu me deixei levar. E iria onde ele fosse. Mas ele também não foi a lugar nenhum. Parou do nada. Eu também quis parar. Quis deitar-me naquele fim de vento, naquele fim de rua, naquele fim de tarde. Mas voltei. A rua sem vento era ainda mais fria. Um desespero gigantesco explodiu em mim e eu quis a morte. Não era a primeira vez e por saber que não seria a última eu a quis com mais força ainda. Mas e se a morte fosse só mais um rio de vento que me levaria a outro fim de rua? Engoli seco o desespero, a rua, o dia, eu mesmo e voltei. Sem nenhuma vontade de chegar, voltei.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-3557684878087172538?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/3557684878087172538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=3557684878087172538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3557684878087172538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3557684878087172538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/03/quatro-de-maro-de-dois-mil-e-oito.html' title='quatro de março de dois mil e oito - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-7809546839472414723</id><published>2008-03-03T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-03-03T14:40:48.166-03:00</updated><title type='text'>making of do feliz seis - vinte e nove de fevereiro de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na sacolinha plástica deixada em cima do sofá, havia um número um muito bem timbrado. Um número um bem preto e bem grande. Minha letra, só de olhar para ela, me faz lembrar as manhãs mortas do tempo de escola. Ainda hoje eu tenho esses quadros na cabeça: a sombra das árvores escurecendo todo o chão, um pouco de sol vazando as árvores, a quadra de jogar bola toda ensolarada lá no fim do pátio dos fundos. Quando olhei para o número um da sacolinha, eu sabia que ali estava outro quadro como o da janela: um número um ensacolado, selando a casa, o tempo da casa, o nosso tempo. Peguei o plástico e brinquei com ele, numerando também o piano, o branco da parede, os móveis velhos. E como quem perde o controle, coloquei a sacolinha na frente do meu olho para ver o número um em tudo. E girando devagar me perguntava: o que é que tinha aqui dentro mesmo?    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-7809546839472414723?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/7809546839472414723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=7809546839472414723&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7809546839472414723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7809546839472414723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/03/making-of-do-feliz-seis-vinte-e-nove-de.html' title='making of do feliz seis - vinte e nove de fevereiro de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-2377970296661532760</id><published>2008-02-29T09:43:00.000-03:00</published><updated>2008-02-29T09:44:18.228-03:00</updated><title type='text'>making of do feliz cinco - vinte e oito de fevereiro de dois mil e oito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um tremor passeando dentro de cada corpo. Hás dias demais de muito mais tremor pela frente. Lá na frente, talvez, a calmaria nos mantém onde já deveria ser passado. As plantas avançam sobre a casa. O verde, florindo e morrendo e florindo, corre crescendo ao nosso encontro. Cada folha, cada galho, encontra seu canto e ali deita. A casa se aninha no verde e respira. Nosso tremor cospe seu ar sujo contra as plantas e elas devolvem em frescor. Na varanda, um broto de folha escuta ao longe um ruído de música. Amanhã , quando o sol voltar, a música ainda estará lá. E o nosso tremor dará as boas vindas à nova folha, dando-lhe o ar podre que ela tanto gosta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-2377970296661532760?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/2377970296661532760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=2377970296661532760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2377970296661532760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2377970296661532760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/making-of-do-feliz-cinco-vinte-e-oito.html' title='making of do feliz cinco - vinte e oito de fevereiro de dois mil e oito'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-820757704853954315</id><published>2008-02-27T11:38:00.001-03:00</published><updated>2008-02-27T11:48:43.461-03:00</updated><title type='text'>os ventos do largo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desconcentrado, quando voltei do nada vi, como chovia e era tarde afinal. Eu que deixava um livro ruim que me mandava ser melhor com quem nunca me quis bem. Mas eu não ia pra ficar. Era agosto ainda no dia um. Eu tinha medo do desgosto e do mal. Sempre querendo evitar alguém de querer seguir só, indo por onde não voltará. Mas sem cuidar, eu sei de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-820757704853954315?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/820757704853954315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=820757704853954315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/820757704853954315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/820757704853954315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/os-ventos-do-largo.html' title='os ventos do largo'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-5738982620134333414</id><published>2008-02-27T11:31:00.000-03:00</published><updated>2008-02-27T11:32:27.470-03:00</updated><title type='text'>a melodia bonny dundee</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem ficou? Eu acho que os dois: esperando um outro dia arrefecer. Quem sofreu? Eu acho que ninguém: você vem quando quer e eu te quero se mesmo não vem. Eu não tenho o frescor de quem se banha em mar, mas venha que eu posso te deixar mais leve, você pode até gritar. Amanhã? Eu acho que vou duvidar: você podia parar de uma vez em mim. Eu não tenho o frescor de quem se banha em mar, mas venha que eu posso te deixar mais leve, você pode até gritar. Quer saber? Eu acho que vou aprender a pintar, talvez amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-5738982620134333414?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/5738982620134333414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=5738982620134333414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5738982620134333414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5738982620134333414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/melodia-bonny-dundee.html' title='a melodia bonny dundee'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-2613712624040426931</id><published>2008-02-27T10:53:00.000-03:00</published><updated>2008-02-27T11:24:51.820-03:00</updated><title type='text'>déruchette</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parei de ser só eu, meu bem. E você vai sem mesmo saber o quanto vai passar desse mundo que nos dói. Eu procurei ficar mais perto do lugar que é você. Foi como ver que perto de um fim, ou mesmo um final, nada vai morrer. Como os lares querem par. Venha e não quererá que eu passe outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-2613712624040426931?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/2613712624040426931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=2613712624040426931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2613712624040426931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2613712624040426931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/druchette.html' title='déruchette'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-3803510009749522485</id><published>2008-02-27T10:44:00.002-03:00</published><updated>2008-02-27T10:52:06.334-03:00</updated><title type='text'>as perfeições do desastre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem diria, nosso amor estampado nos jornais! Mais um dia após a guerra e um outro dia além. E se chorou saudade ao telefone, foi um erro. Mas há de ser melhor. Sem outra vida, bastaria, estar a dois sob o céu e só.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-3803510009749522485?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/3803510009749522485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=3803510009749522485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3803510009749522485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3803510009749522485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/as-perfeies-do-desastre.html' title='as perfeições do desastre'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-7247445585676713566</id><published>2008-02-07T16:20:00.000-02:00</published><updated>2008-02-07T16:27:21.117-02:00</updated><title type='text'>sete de favereiro de dois mil e oito - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu lambia o corpo dela com os olhos parados. Delirava absurdos e me sentia muito perto do lugar perfeito. O lugar onde eu não era mais nada, além do que minha língua sabia me dar de prazer. E era mesmo o prazer que me havia levado até ali. Prazer este que poucas vezes na vida me deixou encontrá-lo. Que já me arrastou por todas as lamas fúteis e tantas horas me deixou perdido. Até nos firmes e fáceis traços de concreto do longo asfalto. Nas manhãs silenciosas e enormes. Na mesa farta e bem posta de minha mãe. Deixou-me suspenso e sôfrego que até ali, na pele branca e doce das coxas dela eu me fartasse. Agora eu lambia com calma todo aquele tanto de prazer. Era meu e só meu. Pois só minha língua lhe falava direto ao coração, só eu sabia as palavras para lhe fazer tremer e gritar e quase morrer. E lá, entre suas pernas, deixei para sempre minha cabeça. Perdi as dúvidas, os asfaltos retos, as manhãs sem um bom tempo, a mesa besta... E é para lá que estou sempre voltando toda vez que vou, mesmo sem saber onde.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-7247445585676713566?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/7247445585676713566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=7247445585676713566&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7247445585676713566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/7247445585676713566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/02/sete-de-favereiro-de-dois-mil-e-oito.html' title='sete de favereiro de dois mil e oito - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-3217418618885241562</id><published>2008-01-30T11:39:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T11:44:11.850-02:00</updated><title type='text'>trinta de janeiro de dois mil e oito - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É que o amor nunca é visto no lugar de onde ele nunca sai. E só quando ele sai é que se faz, então, do tamanho exato para matar qualquer um. Por isso o amor está sempre querendo ir embora. Para ser visto com dor, bem de longe. Para se sentir chorado e sofrido. E ser querido como ele nunca é quando não se deixa faltar. Mas é também que amor se cansa. E perde até a vontade de ser querido. Perde a vaidade da paixão. Perde o luxo da beleza. Deita-se nas coisas simples e dorme com Deus, sonhando com o diabo. Passa dias sem ser visto. Mesmo estando sempre espalhado sobre todas as coisas. Mas se qualquer um duvida se ele ainda está ali, ele não tarda em lhe ferver o corpo.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-3217418618885241562?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/3217418618885241562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=3217418618885241562&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3217418618885241562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/3217418618885241562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/01/trinta-de-janeiro-de-dois-mil-e-oito.html' title='trinta de janeiro de dois mil e oito - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-2373244901988610882</id><published>2008-01-11T11:15:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T11:16:49.538-02:00</updated><title type='text'>alegria cercada de angústia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Agora que quase mais nada de amor, ela quis encontrar em você, talvez, um lugar num tempo que além de tudo te traga enfim. Se souber, vingar-se-á de uma vez daquele adeus sem perdão. Mas nada te faz deixar de querer, quem sabe, outro dia feliz. Feliz, feliz. Agora, que quase mais nada em você do que foi e do que não há, talvez ela saiba encontrar um lado para ser feliz. Feliz, feliz.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-2373244901988610882?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/2373244901988610882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=2373244901988610882&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2373244901988610882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2373244901988610882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2008/01/alegria-cercada-de-angstia.html' title='alegria cercada de angústia'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-8184269009218602001</id><published>2007-12-27T12:15:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T16:43:24.553-02:00</updated><title type='text'>vinte e sete de dezembro de dois mil e sete - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nietzsche andava sujo e absorto por uma rua suja e fétida dentro da minha cabeça. A paisagem dele, cheia de cheiro de morte e sol demais e pessoas desagradáveis, era um retrato romântico da rua em que eu andava. Mas, no entanto, era na rua dele que eu me concentrava. A cabeça dele estava imobilizada por um tipo de choque. Podia-se ver na cara dele o riso satânico que, às vezes, a inteligência nos estampa. Talvez, sonhando com o futuro, ele estivesse concentrado na rua em que eu andava. E ria do fato de que o homem nunca mudaria. Ria dos homens bêbados e preguiçosos nas sombras ao longo das calçadas, das mulheres tentando esconder seus defeitos ridículos, enfim, ria de tudo isso que nunca muda e vai levando o mundo vida afora. O sol me deixava tonto. Como quem se deixa a estragos em via pública e segue calmo e certo mesmo assim, me senti meio Jesus. E pensando Nele vagando também em minha cabeça e se deparando com Nietzsche e gostando dele e discutindo com ele e rindo com ele, vi meu rosto esboçando aquele mesmo risinho de maldade rua afora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-8184269009218602001?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/8184269009218602001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=8184269009218602001&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8184269009218602001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8184269009218602001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/12/vinte-e-sete-de-dezembro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e sete de dezembro de dois mil e sete - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4875204201980576207</id><published>2007-12-07T15:12:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T15:14:48.441-02:00</updated><title type='text'>seis de dezembro de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A letargia na hora do pasto. Os olhos postos no teto do céu infinito e sonhado em todas as horas de trabalho insípido. A boca morta e esquecida e a cabeça gritando absurdos: e se a morte for a mesma terra dos sonhos e pesadelos? E se o corpo antes de se extinguir não me deixar em paz? E se Deus ri de tudo porque a dor é só um conceito do corpo? E se eu for só corpo? E se Deus for só conceito? A cabeça gritando, mergulha no infinito do céu e vai. O vento passa, depois para. As nuvens vêm e passam. O céu fica lá. A cabeça no céu também. A cabeça como um oceano vai dragando as idéias para um profundo e inalcançável abismo e as respostas são atiradas contra a calmaria do céu que nada diz. Uma memória foge e vem à tona: eu criança me perguntando por Deus e um meteorito caindo em seguida; minha alegria, Deus havia falado comigo. E por esta lembrança outra pior me veio: o diabo também havia falado comigo, na forma de um cachorro. A cabeça enlouquecia com o medo de amar o desgosto, com o medo de perder a procura diante da certeza de Deus. E não só a cabeça como o corpo contorciam-se  pelo prazer de estar entre todas essas coisas. Entre o infinito e a dor do tempo gasto e ido.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4875204201980576207?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4875204201980576207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4875204201980576207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4875204201980576207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4875204201980576207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/12/seis-de-dezembro-de-dois-mil-e-sete.html' title='seis de dezembro de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-6510660207610453359</id><published>2007-11-28T21:38:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T21:40:35.149-02:00</updated><title type='text'>para tua mulher, quando te casares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem te disse que era fácil esperar? Você me disse que viria e eu te conhecendo fui dormir. Já bem longe, quase dia, você vem, voando sobre as casas e quando acordo tudo em volta é deserção. Enquanto o dia vai passando, eu me pergunto por você e quando vai voltar. Não importa o porquê, vou fingir não ligar. Você sabe bem ao dizer que tudo tem fim. Como a noite entre os outros, em que nada vai ficar como te fez feliz. E nem se importa em dizer que é burrice esperar. Que nada vai te trazer a calma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-6510660207610453359?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/6510660207610453359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=6510660207610453359&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6510660207610453359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6510660207610453359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/11/para-tua-mulher-quando-te-casares.html' title='para tua mulher, quando te casares'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4233393733273223838</id><published>2007-11-21T16:13:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T16:18:12.284-02:00</updated><title type='text'>making of do feliz quatro - novembro de dois mil e sete - tabuazeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A mão dela tateava o nada ao seu redor enquanto os olhos se abriam cada vez mais. Era a primeira vez que via o mundo e mesmo dentro daquele quarto ele era azul. A mão não parava de procurar alguma coisa no nada. Os dedos tarantulavam no ar novo, no espaço que agora só cresceria e nada mais tinha do calor de minutos atrás. Ao contrário da mão o corpo permanecia encolhido. Não sabia ser outra coisa senão aquele “se abraçar” para caber. Mal sabendo ela que o mundo agora era grande e a abraçaria mesmo se ela dançasse ou pulasse ou corresse. Mas a mão não. Talvez já tivesse tentado antes e contra o véu do útero muitas vezes se chocara. E agora os dedos iam longe, tão longe que ela tinha medo e logo os traziam de volta. Em breve seriam eles seu maior aliado em suas descobertas, mais que os olhos. Em breve seriam eles que diriam o que é quente ou frio, o que é suave ou rude. Como diziam agora o que é liberdade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4233393733273223838?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4233393733273223838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4233393733273223838&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4233393733273223838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4233393733273223838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/11/making-of-do-feliz-quatro-novembro-de.html' title='making of do feliz quatro - novembro de dois mil e sete - tabuazeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4935776696706204073</id><published>2007-10-02T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T18:46:24.229-03:00</updated><title type='text'>o interior de um edifício debaixo do mar - por gauche e bento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se você vem de onde eu sei que Deus não põe a mão, desatravessa isso que insiste em ficar. E te diria até um pouco mais de mim. De como se desfaz, ou como faz partir. Só pra te ver pensando em ficar, e assim... Pra você, isso tanto faz. Pois pra mim a calma não convém. Enquanto eu busco andar, sem pressa em me deixar, você anda tão a ver com tudo que fica atrás! Você poderia até se perder que nada. Pra você, isso tanto faz. Pois pra minha calma não convém. Enquanto eu busco andar, sem pressa em me matar, você anda tão aquém de tudo que fica atrás! Você poderia até se perder que nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4935776696706204073?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4935776696706204073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4935776696706204073&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4935776696706204073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4935776696706204073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/10/o-interior-de-um-edifcio-debaixo-do-mar.html' title='o interior de um edifício debaixo do mar - por gauche e bento'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-2506773813694401713</id><published>2007-09-25T18:22:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T18:39:39.212-03:00</updated><title type='text'>vinte e cinco de setembro de dois mil e sete – joana d´arc  - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, não passará mais assim tão fácil esse campo seco em minha cabeça. Não passará como nos dias novos. Como nos primeiros dias hirtos. Mesmo que o medo tenha tirado de mim seu véu encardido. Mesmo diante do sorriso fresco das manhãs deste mundo cego. Não. As rajadas frias de poeira seca já me arranham os olhos. Essa poeira vermelha como os campos de Brasília. Esse revoar dos grãos sujos dos dias presos. Todo esse peso que me prende ao sono. Não passará mais tão fácil assim. Minha mulher me abraça. Seu beijo me acalma. Ela diz que é burrice. Eu acaricio seus cabelos com os dedos trêmulos e me espanta sempre sua maciez. Coloco minha boca em seu pescoço enquanto respiro a pausa. Nada diz nem desdiz qualquer certeza. Nada nos acolhe a não ser nossa vontade de nos acolher. Desta vez não vejo mais nenhum talvez. Acontecerão todas as coisas que aconteceram sempre. Acontece o sempre agora e não passará. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-2506773813694401713?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/2506773813694401713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=2506773813694401713&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2506773813694401713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2506773813694401713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/09/vinte-e-cinco-de-setembro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e cinco de setembro de dois mil e sete – joana d´arc  - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-8690587524530797498</id><published>2007-08-24T14:22:00.000-03:00</published><updated>2008-01-02T16:50:32.833-02:00</updated><title type='text'>vinte e quatro de agosto de dois mil e sete – tabuazeiro – vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou preso à palavra cruel. A palavra que no Sérgio Sampaio foi isso tudo no fim. Isso tudo que está em todo lugar a toda hora. Isso que leva e traz e faz e desfaz. Isso é mesmo cruel. É um triturador sutil. É uma pancadaria constante. Um morde e sopra que ninguém larga. E isso também impera ao lado de Deus e do tempo. Faz rir quem fez chorar, depois chorar quem fez chorar, depois todo mundo ri. Estou preso ao prazer da palavra. Ao prazer do que nela cabe. À beleza do cruel desgaste. Desse cruel jeito de ir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-8690587524530797498?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/8690587524530797498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=8690587524530797498&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8690587524530797498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8690587524530797498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/08/vinte-e-quatro-de-agosto-de-dois-mil-e.html' title='vinte e quatro de agosto de dois mil e sete – tabuazeiro – vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-8316640608802361929</id><published>2007-08-16T14:47:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T14:51:43.041-03:00</updated><title type='text'>quinze de agosto de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem também esses dias bons de dormir. De preparar o quarto para o sono deitar seu cansaço. De deixar a janela um pouco aberta para correr o vento. Cuidar rigorosamente de que o quarto estará limpo. E depois trancar tudo. As janelas, a persiana, a porta. Apagar as luzes e cair como num mergulho. Sem perder o corpo quente da mulher nem as histórias do dia todo. Esses dias bons. De chuva chegando longe, de gente falando baixo, de tomar sopa como carinho no estômago. Depois de quase fritá-lo na cachaça. Depois de tanto correr. Depois de tudo passado certo e bem guardado. Tem também esses dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-8316640608802361929?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/8316640608802361929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=8316640608802361929&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8316640608802361929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8316640608802361929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/08/quinze-de-agosto-de-dois-mil-e-sete.html' title='quinze de agosto de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-5260325184466576092</id><published>2007-08-07T15:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-07T15:41:30.703-03:00</updated><title type='text'>making of do feliz três - sete de agosto de dois mil e sete - casa alta - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São muitas as horas empilhadas no tempo de espera. São tantas, que cada janela da casa é visitada e observada como quadros a todo estante. Toda árvore, toda planta, até o que é transparente, ouve cada suspiro, cada vontade e também parece não respirar de tanta inquietude. É tanta espera que o tempo torna-se a figura gigantesca mais próxima da imagem de Deus: age invisível, incontestável, inapelável, contra qualquer desejo. Faz da espera pela hora certa uma reza fiel e constante. E no fim, faz o que quer. Passa por tudo em silêncio e faz seu trabalho. A hora certa, a esperada hora que tanto demora, não sai do seu lugar. Nem que eu diga ao tempo que posso morrer. Porque ele, como Deus, parece saber tudo. Guarda certas horas em seu corpo e me olha rindo por este burro querer. Quem diz que a melhor hora é agora é quem muito sabe que do tempo nada se tira. O tempo só dá o que é. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-5260325184466576092?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/5260325184466576092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=5260325184466576092&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5260325184466576092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5260325184466576092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/08/making-of-do-feliz-trs-sete-de-agosto.html' title='making of do feliz três - sete de agosto de dois mil e sete - casa alta - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-140740566509639684</id><published>2007-08-02T15:01:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T15:52:33.235-03:00</updated><title type='text'>das letras para a sil, de canções por fazer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem quando ela perguntou o que eu queria, eu quase disse que mais nada e nada mais era o que eu queria. Nem mesmo vento de temporal, nem outro copo de coca-cola ou nada assim. Ontem quando ela descansou até dormir e me deixou sozinho, o quarto, a casa, o mundo, tudo era bom. Nem precisava chover, nem carecia esfriar, nem passar na TV o que eu queria. Ontem quando ela acordou sobre o meu peito, eu não quis mais querer essas coisas de se procurar perdido ai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-140740566509639684?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/140740566509639684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=140740566509639684&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/140740566509639684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/140740566509639684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/08/das-letras-para-sil-de-canes-por-fazer.html' title='das letras para a sil, de canções por fazer'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-337656239912990088</id><published>2007-07-26T13:22:00.000-03:00</published><updated>2007-07-26T13:25:03.047-03:00</updated><title type='text'>vinte e seis de julho de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É trabalho também. Sou eu sentado à máquina às nove da manhã. De uma manhã de vento sul que melhor mesmo seria ficar na cama morna. Mas não fico bem com tanta calma assim. Meu corpo me chuta; dá coices feito cavalo. Exige que eu saia correndo, que eu suje todos os minutos, que eu não deixe nenhum tempo passar em branco. E se deixo, ele dói. Como quem apanhou. Talvez meu corpo seja um desses animais sensíveis e ativos. Um tipo de cachorro que quase morre se não brinca. Desses que mata o dono de cansaço. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-337656239912990088?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/337656239912990088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=337656239912990088&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/337656239912990088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/337656239912990088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/07/vinte-e-seis-de-julho-de-dois-mil-e.html' title='vinte e seis de julho de dois mil e sete - tabuazeiro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-4812272681266261087</id><published>2007-07-12T14:31:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T14:44:27.154-03:00</updated><title type='text'>vinte e um de janeiro de dois mil e sete - praia da costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É que a vida, por si só, não chegará ao fim. Sempre fará seu outro passo. Sempre inventará um monte de pequenas arrumações e deixará o tempo fazer arte enquanto ela ri e se refaz. Como sempre e nunca correndo em círculos como dois animais antagônicos, driblando o diabo da ferrugem e do pútrido torpor da preguiça. É que a vida, por si só, corre. E não há corpo que a pare. Não há dor que a canse. Como água forte que arrasta tudo até ser mar. Vai na frente, sem te contar onde está indo. E te faz tão rio quanto ela. Sendo ela a água e você a força que a impede de adentrar nas pedras. Ela, por si só, vai. Em tudo também. No vago, nas paragens desertas, no pandemônio turvo do passado. E seja lá o que for existir, sem ela, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-4812272681266261087?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/4812272681266261087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=4812272681266261087&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4812272681266261087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/4812272681266261087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/07/vinte-e-um-de-janeiro-de-dois-mil-e_12.html' title='vinte e um de janeiro de dois mil e sete - praia da costa'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-5521597688441793006</id><published>2007-07-12T14:15:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T14:31:03.924-03:00</updated><title type='text'>vinte e um de janeiro de dois mil e sete - praia da costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; O que será que o homem perde dentro de si que o traga como um buraco para o lado mais escuro de si mesmo? O que é que se perde? O que se passa? Horas e horas bebidas por esse ralo íntimo; dias inteiros de olhos no nada, voltados para dentro, boiando numa piscina interna, olhando a massa de água que o separa do fundo. A vontade morta, encolhida em seu sono mal dormido. Mas nada de silêncio, de frescor ou coisa que o valha. Só essa falha nas bases tragando tudo. Trazendo para baixo o mundo que antes pairava. Mas antes quando? Quem se lembra? Quem se lembra de quando teve, pela última vez, os pés no chão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-5521597688441793006?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/5521597688441793006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=5521597688441793006&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5521597688441793006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/5521597688441793006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/07/vinte-e-um-de-janeiro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e um de janeiro de dois mil e sete - praia da costa'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-6499126118752459936</id><published>2007-07-03T18:58:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T14:45:32.920-03:00</updated><title type='text'>três de julho de dois mil e sete - joana d´arc - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É minha mulher sentando nua no meu peito, a vida que mais gosto. O silêncio pasmo depois do amor absurdo. O barulho seco dos gemidos mudos. A carne fraca. O corpo surdo. É ela se olhando em mim e se vendo feita. A mulher perfeita em seus dias de cão. A dor de excesso de desejo farto. A vontade curada. As bocas cheias. O tanto de tato. É a melhor vida o dia mais ela. O dia mais cama. O mais nós dois. É o que da vida mais quero. O que não largo. O que me ganha. É o dia que mais gosto. O dia dela. O dia sexo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-6499126118752459936?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/6499126118752459936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=6499126118752459936&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6499126118752459936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6499126118752459936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/07/trs-de-julho-de-dois-mil-e-sete-joana.html' title='três de julho de dois mil e sete - joana d´arc - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-8716518101448187562</id><published>2007-05-22T12:07:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T12:09:16.618-03:00</updated><title type='text'>Making of do feliz dois - vinte e dois de maio de dois mil e sete - casa alta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A placa fica suspensa na sala. Na parede de frente para a janela. Entre elas, estamos nós. Ora degustando a placa, ora bebendo a janela. Mas sempre, garanto, sempre estamos longe de tudo isso. Num lugar, talvez,  nos sulcos  negros dos vinís. Nos sumidouros das tortas harmonias. No movimento da luz. Nos outros quadros também. Nossas cabeças sondam os cantos de todas as questões e em nossas caras nada. Só os tantos pares de olhos parados nas coisas mas, também, nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-8716518101448187562?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/8716518101448187562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=8716518101448187562&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8716518101448187562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/8716518101448187562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/05/making-of-do-feliz-dois-vinte-e-dois-de.html' title='Making of do feliz dois - vinte e dois de maio de dois mil e sete - casa alta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-1767235656211716594</id><published>2007-05-21T12:26:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T12:30:59.064-03:00</updated><title type='text'>making of do feliz - vinte e um de maio de dois mil e sete - casa alta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mato lateja no sol quente. Fica parado na janela, só ouvindo. Nossa janela é um dos quadros mais bonitos que eu já vi. E é viva. Tão viva que até venta. E o vento passa pelo mato e o faz deitar e subir e deitar e subir, como se dançasse. Dança na janela como se ouvindo já não mais parado. Nem ele, nem o cortinado azul que eu adoro pedir para manter fechado. Eu sei, é um pecado sim. Mas pecar é tão bom. Nós sempre saímos do pecado com um sorrisinho cafajeste. Sempre se goza depois do pecado. O mato que me perdoe.    &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-1767235656211716594?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/1767235656211716594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=1767235656211716594&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1767235656211716594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1767235656211716594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/05/making-of-do-feliz-vinte-e-um-de-maio.html' title='making of do feliz - vinte e um de maio de dois mil e sete - casa alta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-1455201338311782969</id><published>2007-05-08T13:47:00.000-03:00</published><updated>2007-07-23T16:26:41.727-03:00</updated><title type='text'>Oito de maio de dois mil e sete – praia da costa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esses vermezinhos ainda me perseguem com suas asinhas de fazer barulho. A casa cheira à água evaporada do banheiro lavado a pouco. Carambolas maduras jogam um monte de amarelo no chão da sala e eu estou bêbado de tanto fumar. Um dia eu rirei, penso meio morto na janela. Mas no impossível de toda desgraça acontecendo até no vento, na hora em que se é acertado... Vou à geladeira e encho meu copo outra vez. Em alguns dias, filosofo sozinho na cozinha, a vida é realmente boa, mas não hoje, e não hoje há muito tempo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-1455201338311782969?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/1455201338311782969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=1455201338311782969&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1455201338311782969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/1455201338311782969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/05/oito-de-maio-de-dois-mil-e-sete-praia.html' title='Oito de maio de dois mil e sete – praia da costa'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-2646209264633972798</id><published>2007-05-08T13:22:00.000-03:00</published><updated>2007-05-08T13:32:34.372-03:00</updated><title type='text'>Sete de maio de dois mil e sete – praia da costa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No contra-peso, no outro lado da mesma linha, no lado mais distante da luz do sol, a idéia de um lugar mais leve. Os carros ruindo a ponte pela manhã e o cheiro do sal lavando os pulmões, dormem do mesmo lado que eu. Mas no fundo, é a linha que me cabe mais. A reta cheia de sumidouros, o caminho cravado de pontos de fuga, a estrada que me deságua, isto sim é mais eu que qualquer lado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-2646209264633972798?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/2646209264633972798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=2646209264633972798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2646209264633972798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/2646209264633972798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/05/sete-de-maio-de-dois-mil-e-sete-praia.html' title='Sete de maio de dois mil e sete – praia da costa'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-6395065027639396977</id><published>2007-04-22T16:15:00.000-03:00</published><updated>2007-04-22T16:23:31.603-03:00</updated><title type='text'>treze de abril de dois mil e sete - praia da costa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É a cor fugindo de toda a cena e parando nela. Uma cena Almodóvar, de vestido vermelho no meio do cinza-esverdeado do prédio. É depois a cor correndo para suas mãos, o mesmo vermelho parando nas unhas, o mesmo absurdo. É ela me olhando como se fosse cinema. É uma cena de pausa com um beijo longo. É um oi com hífen para abrir o diálogo. É o meu silêncio descrito ao lado, falando de como eu olhava tudo com espanto e alegria. É o vermelho que eu abraço nos quadris e aperto. É o aperto que eu sinto também. É o jeito que a mão dela fica branca segurando meu braço. É o meu braço tremendo. E nada mais é do que ela querendo o que eu quero também.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-6395065027639396977?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/6395065027639396977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=6395065027639396977&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6395065027639396977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/6395065027639396977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2007/04/treze-de-abril-de-dois-mil-e-sete-praia.html' title='treze de abril de dois mil e sete - praia da costa'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-116234332197840389</id><published>2006-10-31T22:05:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T22:08:42.000-03:00</updated><title type='text'>vinte e quatro de julho de dois mil e seis - casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Até parece dia de loucura e satisfação. Um dia de quebrar os fios da vontade e deixa-la fugir na confusão dos ventos magros destes campos áridos. Parece dia de álcool, de fumo, de esporro... de correr atrás de bundas com saias leves e coloridas. O coágulo da tristeza morrendo no calor do estômago. As pernas chutando a brisa contra a calma. Os olhos vidrados no tremular transparente das ondas de calor. A vontade em fuga e o fim das esperas. Parece que é dia de arder. De extinguir o que se acreditava ser. De trocar as lembranças por alucinações. De cair no conforto da sugeira rançosa e fétida. Parece sábado. Um sábado na existência. Um dia de todos os sábados. Um sábado sem domingo posterior. Sem posteridade nenhuma. Um lago de sábados sem vazantes, sem fundo, sem margens... talvês nem dia seja isso que me abraça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-116234332197840389?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/116234332197840389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=116234332197840389&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/116234332197840389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/116234332197840389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/10/vinte-e-quatro-de-julho-de-dois-mil-e.html' title='vinte e quatro de julho de dois mil e seis - casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115931831912593390</id><published>2006-09-26T21:47:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:09:12.743-03:00</updated><title type='text'>vinte e seis de setembro de dois mil e seis - casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desfez-se no céu branco da meia-tarde, a mais improvável dúvida e depois mais nada. Tudo era um enorme tanto faz. A parede do prédio trincando de cima até em baixo, ficava perfeita na paisagem enquanto chovia. Uma linda plantação de ruínas. Tudo se abraçando e deixando o tempo ir. – Como assim na minha vida até agora nada disso? Isso que sempre está em tudo e em qualquer lugar! Que punge em todo o sangue e em toda seiva. – Desfez-se no céu da tarde no meio do nada. Exatamente quando nasceu esse nada que eu fitava no céu. O carro, por mais que corresse, não saía debaixo do céu, que me cercando era como se me cegasse. Meu Deus, eu estava tão triste. De repente, no mesmo céu de todo dia, eu nunca mais voltei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115931831912593390?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115931831912593390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115931831912593390&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115931831912593390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115931831912593390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/09/vinte-e-seis-de-setembro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e seis de setembro de dois mil e seis - casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115871474265436053</id><published>2006-09-19T22:10:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:10:00.393-03:00</updated><title type='text'>quinze de setembro de dois mil e seis - ilha de santa maria - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E meu corpo? Sucumbirá ao peso de tantos embates? Ele mesmo me diz que não. Que mesmo puído pelo pútrefe efeito do tempo, me levará até onde minha sede quiser que eu corra. Que só me deixará quando eu dele me perder. Quando o éter de minha alma, naturalmente, não mais couber em tão finos contornos. Faz-me crer em pontes incríveis que me farão saltar sobre abismos terríveis; além de todo o mal, porque assim minha vontade das coisas vivas quererá. Mas ao mesmo tempo, a sensação de que posso ser esmagado a qualquer momento também é tão forte! E o alívio que esta idéia me traz é tão absurdo. Como se esmagado,esmagados também seriam os resultados dos embates que me deixam tão pesado. Mas meu corpo, por si só, nada sabe de pontes ou alívios. Só dói e quer descansar. Quer descanso de planta. De amor sem porta de saída. De infinito sem tempo de contagem. De talvez sem resposta nem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115871474265436053?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115871474265436053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115871474265436053&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115871474265436053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115871474265436053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/09/quinze-de-setembro-de-dois-mil-e-seis.html' title='quinze de setembro de dois mil e seis - ilha de santa maria - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115689514612621023</id><published>2006-08-29T20:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:10:33.183-03:00</updated><title type='text'>quatorze de agosto de dois mil e seis - casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E neste ponto de dúvida em que me encontro, fico em uma perna só, cantando e bebendo como um decadente na mais irrecuperável alegria. Neste ponto, vou cambaleando em curtos ataques de passos tortos e pulinhos de euforia. Na madrugada de gelo e poucos postes. Um bando de bêbados rezando para que o dia não amanheça mais, para que a mesma alegria não os deixe na cara do sol. Eu, mesmo duvidando, paro a noite com um grito e prolongo sua frialdade com outra dose de conhaque. Os bêbados gritam em homenagem ao tempo multiplicado: milagre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115689514612621023?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115689514612621023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115689514612621023&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115689514612621023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115689514612621023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/08/quatorze-de-agosto-de-dois-mil-e-seis.html' title='quatorze de agosto de dois mil e seis - casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115569117968141126</id><published>2006-08-15T22:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:11:12.466-03:00</updated><title type='text'>vinte e dois de fevereiro de dois mil e seis - casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No claro escuro da tarde que precede a noite, quando nem luz nem cor, encostado nos pés de uma árvore, delirando, vi uns porcos aparecendo na paisagem num grupo de cinco. Estavam alegres, não corriam nem estavam cansados, mordiscavam uns aos outros dando pequenos coices quando doía, transparecendo um bando sem líder. Não me viram. Permaneci letárgico como uma borboleta camuflada entre os lagartos. Um dos porcos, num ataque fulminante de correria, atirou-se do penhasco empedernido. Os outros se olharam perplexos. Foram até à beira das pedras, olharam, nada do outro porco. Voltaram para aonde eu estava – ainda sem sequer olharem para mim – sentaram-se uns, um outro deitou mesmo, e ficaram olhando para o céu como se estivessem pensando – parecia –me que eles eram mesmo capazes disso. O que deitou, dormiu rápido. Os outros três, esquecendo o céu e as abstrações, começaram a come-lo com a calma de quem degusta: primeiro a garganta, eles odiavam sua voz, gritando para morrer então... ninguém agüentaria mesmo. Concordei com o gesto, se tem mesmo que comer outro como você, nada melhor que começar pela parte que mais te agride, guardei como lição de vida. Em seguida me deixaram confuso, pois partiram para o sexo do parceiro-refeição. Um dos porcos numa demonstração de satisfação, peidou, e os outros dois não se distraíram um segundo, devoraram o amigo em minutos. No final os três dormiram. Pensei, em meus delírios, que dormir ali com aqueles três porcos, numa noite sem muita luz, não seria uma idéia muito agradável. Mas também voltar para a casa não. Quis pular do penhasco – o outro porco me parecia tão certo do que fazia – e no mais, e se eles me descobrissem ali? Será que também me roeriam? Ou seria um desses casos que o pavor me faria gritar tão alto que os espantaria? Bem... casa não. Penhasco, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115569117968141126?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115569117968141126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115569117968141126&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115569117968141126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115569117968141126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/08/vinte-e-dois-de-fevereiro-de-dois-mil.html' title='vinte e dois de fevereiro de dois mil e seis - casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115213005970180787</id><published>2006-07-05T17:04:00.004-03:00</published><updated>2006-10-03T22:11:47.633-03:00</updated><title type='text'>cinco de julho de dois mil e seis, leblon,rio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Só o que se percebia era a música baixinha abafando o som dos insetos e a pouca luz de uma lâmpada fraca dessas de decoração. Chovia nas árvores do quintal e trazia o vento muito frio. Todo o barro e a madeira e os quadros e os jarros e as plantas, cintilavam um laranja escuro muito longe dos azuis e cobres do fim da tarde. Na grama, o escuro azul das nuvens passeava como um rio. Tudo em volta era a tarde que imperava com seus tons soturnos, menos a sala e sua pouca luz cheia de insetos. Cheia de frio e de bebidas para o frio. Todas queimando a boca quando sorvidas. E a música sutil se tornando mais forte e clara, denunciando o conforto de qualquer tempo e lugar. Era impossível não se sentir alheio de todo e qualquer tipo de responsabilidade. Vagar em si mesmo em lugares antigos, outros quartos, outras vias... tudo que passeava pela sala se passava em movimento igual dentro dos devaneios da memória: o ruflar das borboletas, o barulho dos insetos contra a parede, a goteira perto do sofá. Tudo misturado aos suspiros e aos calafrios e todo esboço de emoções íntimas e soturnas como a tarde. Tudo sobre um lençol branco e limpo. Cercado de calor de lâmpada e revoada de insetos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115213005970180787?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115213005970180787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115213005970180787&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115213005970180787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115213005970180787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/07/cinco-de-julho-de-dois-mil-e-seis.html' title='cinco de julho de dois mil e seis, leblon,rio'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-115128519234707498</id><published>2006-06-25T22:23:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:12:32.286-03:00</updated><title type='text'>seis de junho de dois mil e seis - rio de janeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Logo pela manhã, não muito cedo, quando todos ainda dormiam, voltei para o céu com um cigarro entre os dedos. Como em meus sonhos, usei de poucos passos para subir acima das nuvens, e me deitei num chumaço delas como quem descansava. Mas eu ainda estava aflito. Pulava de um chumaço para outro, esboçando um mergulho em direção ao verde emborrachado que atapetava o chão. Um verde que parecia mergulhável, que podia ser nadado, assim como no azul. E assim foi, nadado por mim com apenas um cigarro entre os dedos: os veios de água que mornavam ao refletirem o sol, cada pedra em que nasciam, cada poço, cada pasto, tudo chafurdado, de manhã, aqui, em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-115128519234707498?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/115128519234707498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=115128519234707498&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115128519234707498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/115128519234707498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/06/seis-de-junho-de-dois-mil-e-seis-rio.html' title='seis de junho de dois mil e seis - rio de janeiro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-114226819002913088</id><published>2006-03-13T13:43:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:13:49.406-03:00</updated><title type='text'>vinte e seis de janeiro de dois mil e seis – casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deus bem poderia revisar a Bíblia. E colocá-la, outra vez, numa boca qualquer. Gritada na rua às três da tarde ou da manhã, tanto iria fazer, ninguém ouviria mesmo até que outro morresse. Mas que fosse gritada por uma boca com cheiro de álcool, numa quarta-feira de show no parque. Os loucos chorariam de alegria, pensando que aquilo era Deus: enfim um tipo de verdade que fazia rir, sem culpa, sem peso: leve como um suflê. Com muito de tudo que é bom, sem adoçante ou bifes de soja. Uma bíblia que explicasse o sexo e como ganhar dinheiro sem perder a alma. Que nos dissesse o porquê de tão pouco tempo de corpo e o que acontecerá com o nosso coração. Que nos ensinasse a cantar, jogar, e chamar mais atenção que os outros quando precisássemos. A mulher feia aprenderia a ser charmosa e se casaria com um gordo que a amaria eternamente – se é que eternamente cabe em corações, enfim... Só saberíamos se Ela nos ensinasse! Se isso não for um desses erros de querer demais?!!! Talvez seja. Se fosse importante, Deus pediria a qualquer que a escrevesse. Pois seu predileto, Jesus, que fugiu muito cedo de casa, não teve tempo para aprender ler e escrever, só contar estórias confusas, tão confusas quanto a velha Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-114226819002913088?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/114226819002913088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=114226819002913088&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114226819002913088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114226819002913088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/03/vinte-e-seis-de-janeiro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e seis de janeiro de dois mil e seis – casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-114226667582287420</id><published>2006-03-13T13:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T22:27:48.476-03:00</updated><title type='text'>De como Deus lambe o copo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Ontem encontrei Deus tomando um conhaque no bar do Kim Caveira.  Olhou pra mim como se sentisse reconhecido, deixando um meio sorriso transparecer nos olhos avermelhados e pouco visíveis. Sentei à sua frente, olhando-o com o carinho de quem surpreende um velho amigo longe de sua rotina. E esperei que ele tomasse outro trago:&lt;br /&gt;     - Como me descobriu? – ele me perguntou depois de pousar o copo sobre a madeira gasta da mesa.&lt;br /&gt;     - Pelas marcas de nuvens carmins nos dedos - respondi sem respirar – é a mesma cor que o Senhor usou hoje, na tarde.&lt;br /&gt;     - Pois é! Ainda bem que não tem muitos poetas por aqui, senão, estaria fudido. Aceita um conhaque?&lt;br /&gt;     - Só se o senhor prometer que não vai deixar minha úlcera doer depois.&lt;br /&gt;      Ele riu, e fez sinal ao caveira para que nos trouxesse novas doses.&lt;br /&gt;     - Desde que você não misture com cerveja... – e vez um gesto ébrio de benção.&lt;br /&gt;     - Você continua só pintando? – perguntei.&lt;br /&gt;     - E coçando o saco – disse rindo depois de secar seu copo. E acrescentou – Jesus cuida dos negócios esplendorosamente bem. Já não é mais aquele revolucionário sonhador e romântico de milênios atrás. Caralho!, até hoje ainda tenho que ouvir reclamações a respeito de promessas absurdas que ele fez à esse povo inocente. Agora ele aprendeu que essa coisa de satisfazer vontades de pessoas que não sabem o que querem é trabalho de outros departamentos: prefeituras, igrejas, inferno...&lt;br /&gt;     Caveira aproximou-se com as bebidas. Passou um pano úmido para tirar o excesso de marcas de água deixadas pelo copo de Deus e saiu cantarolando um reggae.&lt;br /&gt;     - Deus, porque que o céu é azul?- perguntei depois de sair da cara feia, provocada pelo o conhaque que desceu me queimando.&lt;br /&gt;     Ele riu com a boca ainda cheia, fazendo esforço para não cuspir, sorveu o líquido com paciência e voltou-se pra mim com candura:&lt;br /&gt;     - Engraçado!, ontem um coelho me fez a mesma pergunta. Só que em vez de azul, rosa choque.&lt;br /&gt;     - Rosa choque?!!!&lt;br /&gt;     - É, os coelhos são meio gays.&lt;br /&gt;     - E os padres também, né? – acrescentei às gargalhadas.&lt;br /&gt;     - O pior é que é! – ele consentiu com certo constrangimento.&lt;br /&gt;     Uma negra muito bonita se aproximou dele e cochichou em seu ouvido algo que o fez corar:&lt;br /&gt;     - Eu também te amo, mas se você beber mais , vai...&lt;br /&gt;     E  lhe falou em surdina alguma coisa que deu à ela uma expressão de arrependimento e angústia. A negra nos deixou cabisbaixa e ganhou a rua com uma velocidade parecida com o desespero.&lt;br /&gt;     - Veja bem – recomeçou – para me poupar trabalho, eu criei tudo com seu próprio sistema de criação. Então é só da corda que as coisas avançam em princípios parecidos com os meus. Assim, tudo que você vê, é a repetição de um eco que vaga em suas entranhas desde o sopro primordial. Mas tem um detalhe, os outros não vêem o que você acha que está transmitindo. Nisso Eu fui sacana. Há um borrão nos olhos, quase todos, que transfigura a imagem emitida, é uma espécie de ilusão, assim, o que se vê, geralmente, é o contrário do que é na verdade. Entendeu?&lt;br /&gt;     - Não.&lt;br /&gt;     - Os negros, a maioria, são pessoas muito claras; os anões, são grandes homens...&lt;br /&gt;     - E o céu então é vermelho? – eu disse, fazendo cara de quem descobriu o segredo de todos os mistérios.&lt;br /&gt;     - Seu problema é que você não sabe beber! Confunde-se à-toa. É claro que o céu não tem cor.&lt;br /&gt;     - E essas marcas carmins no seu dedo então?&lt;br /&gt;     - Puta que pariu! Como você é burro. Não tá vendo que minhas mãos são de pintor porque você não sabe pintar. Tudo que não se pode ter parece divino. O homem sempre criará seus céus e infernos a partir de seus medos e desejos. No paraíso dos evangélicos tocará hinos o tempo todo, no seu inferno também... Compreendes companheiro!&lt;br /&gt;     - Então por isso que o Stephen Hawking é feio daquele jeito? Só porque é mais inteligente que todo mundo?&lt;br /&gt;     - Não. Aquilo é uma sacanagem que fazem com o coitado. Há muito tempo que ele não passa de um monte de carne torta que não consegue reagir a nada. Mas uns ingleses que não querem ser responsáveis por tanta informação insegura, insistem em usá-lo como testa de ferro, assim como os católicos fazem com o Papa. Se os infelizes pudessem gritar...&lt;br /&gt;     - E você permite isso assim!&lt;br /&gt;     - Se eu interferisse, o Hawking morreria por não conseguir pedir esmolas e o Papa... é um castigo mesmo, ser conivente com um sistema daqueles!, vê se pode?&lt;br /&gt;- Porra Deus, o Senhor é foda mesmo! Me paga outro conhaque.&lt;br /&gt;- Só se prometer que não vai dizer nada do que te falei aqui. Ou então sua úlcera nunca mais melhorará. Promete?&lt;br /&gt;- Claro! Sou seu fã.&lt;br /&gt;- Oh Caveira! Mais dois conhaques por favor!&lt;br /&gt;- Com gelo e limão? - perguntou Kim Caveira em sinal de prontidão.&lt;br /&gt;- Que merda!- resmungou Deus – ele parece que quer testar minha paciência. – e depois num tom alto e cheio de graça - Não, meu filho, purinho, purinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. gauche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-114226667582287420?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/114226667582287420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=114226667582287420&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114226667582287420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114226667582287420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/03/de-como-deus-lambe-o-copo.html' title='De como Deus lambe o copo'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-114018815959131595</id><published>2006-02-17T12:55:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T17:12:33.445-02:00</updated><title type='text'>propaganda,vinte e dois de novembro de dois mil e cinco, casa quatro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa tarde dessas de meio de semana, em que ainda chove um pouco para deixar tudo mais preguiçoso, o namorado volta para cama com doces nas mãos e acorda a namorada que mais que dormia com um livro nas pernas. Eles riem enquanto o doce lhes suja os beijos. Depois, abraçados com o último pedaço, olhando o teto branco que mais parecia nuvem, falaram sem se olharem: perfeito! E ele, só faltou uma coisa. E ela, uma coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-114018815959131595?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/114018815959131595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=114018815959131595&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114018815959131595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/114018815959131595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/02/propagandavinte-e-dois-de-novembro-de.html' title='propaganda,vinte e dois de novembro de dois mil e cinco, casa quatro'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-113658173181777191</id><published>2006-01-06T19:08:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T17:07:40.184-02:00</updated><title type='text'>Vinte e sete de abril de dois mil e cinco, casa alta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece fútil tentar explicar o pavor que tenho de ver o ponteiro passando rápido pelos espaços brancos dos segundos. Como se o nada tivesse sido mapeado para contagem. E a cada cinco centímetros de branco ido, um outro tanto de tempo é tragado pelo passado. Eu tento me rebelar com descanso, finjo férias... mas o ponteiro bate. Faz um clic a cada passo como se ensinasse a contar alto. O eco enche a sala que antes só ventava. Faz sombra, urra. Desconfio de mim. Será que já fiz tudo o que tinha para fazer hoje? Mas parece tão cedo!? Não há nada para escrever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-113658173181777191?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/113658173181777191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=113658173181777191&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113658173181777191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113658173181777191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/01/vinte-e-sete-de-abril-de-dois-mil-e_06.html' title='Vinte e sete de abril de dois mil e cinco, casa alta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-113657996552012481</id><published>2006-01-06T18:39:00.001-02:00</published><updated>2008-09-06T20:04:32.209-03:00</updated><title type='text'>vinte e nove de dezembro de dois mil e cinco - casa quatro - vitória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu encontrei o diabo lendo a bíblia na praça. O dia não tinha sol nem calor, as árvores cheias. Sentei-me ao seu lado e ele ainda continuou lendo por mais uns minutos. Depois olhou para mim com cara de quem não sabe se quer chorar ou rir e disse, isso é lindo. Como bom amigo eu lhe aconselhei, pare de ler isso ou vai ficar louco. Eu já sabia o quanto aqueles textos lhe traziam saudades. Um tipo de saudade que nada mais se pode fazer. Não sei se fiz bem, mas perguntei um pouco mais sobre essa velha dor que tanto lhe confrangia, e ele levantando a cabeça até deitá-la no encosto do banco, foi falando sem nenhum esforço:" há uma mulher – disse com um certo aperto – uma mulher que amei com devoção, que fez dos dias em que estava comigo os únicos completos da minha eterna vida; eu, no auge da confiança de deus, jovem, vivo. Mas a vida, em qualquer tempo ou lugar, é sempre o mesmo improviso. Num dia de passeio e descanso, ela ao meu lado, viu pela primeira vez os olhos de deus. Como eu poderia condená-la por se espantar? Toda a vida corria para os olhos de deus! O que, no fundo, me abalou, foi o gesto doce que ele usou para responde-la. Mas depois tudo ficou claro. Bem, claro não é um bom termo, digamos, elucidado, é. Como eu não poderia saber que o criador de todas as coisas tinha criado a sua principal? Mas ao mesmo tempo só isso explicava o tipo de paixão que ela me inspirava. Só podia ser mesmo a mulher de deus! Foi aí que eu me machuquei. Não aceitava que tudo aquilo fora acontecer logo comigo, seu principal homem. Perguntei por sua compaixão, se ele não era maior que tudo. Ele me abraçava com silêncio e dizia que me amava. Confesso que não pude pensar. Foi quando comecei a odiá-lo. Não porque me fosse menor que antes, era apenas um peso que minha alma rejeitava. Ele ainda quis me dar mais responsabilidade, mas minha humildade tinha se esvaído. Ataquei sim contra deus, quis sim seu reino, não pelo reino, mas por quem nele vivia. deus não teve escolha. Eu sei que ele também sofre. Está escrito aqui."&lt;br /&gt;Fechou a bíblia como se fosse um álbum de família, secou as lágrimas, sorriu para mim e saiu gritando: arrependei-vos, arrependei-vos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-113657996552012481?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/113657996552012481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=113657996552012481&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113657996552012481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113657996552012481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2006/01/vinte-e-nove-de-dezembro-de-dois-mil-e.html' title='vinte e nove de dezembro de dois mil e cinco - casa quatro - vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-113397346488637222</id><published>2005-12-07T14:37:00.000-02:00</published><updated>2007-12-27T18:48:51.535-02:00</updated><title type='text'>trinta de março de dois mil e cinco, vitória, casa alta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amor? A camisa pesada com cheiro de cigarro no meio-dia infernal, e ela feliz e leve ao lado. Talvez, impossível! Como o prato sujo de domingo pousado ao lado da TV, enquanto ela cantarola uma melodia inaudível qualquer. Na quinta-feira então... O amor se esconderia no porta-retratos mais próximo e ficaria lá, rindo, de shorts e camiseta num quiosque baiano. E ela jogaria o prato pela janela, como fez com o cinzeiro que passou cheio por três dias na mesa da sala. Mas seria um jeito teatral de se mostrar feliz. Porque quando o amor ainda prendia nossas mãos, ela se lamentou de nunca ter sido forte o suficiente para violências. E agora, o amor só aparece pelas manhãs, quando ainda estamos naturalmente bêbados e sem saber exatamente o que pensamos ou fazemos. Ela ri. Conserta a gola da minha camisa. Sai beijando todo mundo pela casa. E sai para se estressar. Ela adora ficar estressada. Nunca economiza dramaticidade ao responder um “como vai” com “muito estressada”. Tão estressada que já nem chama mais o amor para dormir. Só traz as mesmas expressões das máquinas de exercício. Sua. Grita. Estica-se. Contrai-se. Cai cansada, respira forte. Levanta um pouco depois já mole de sono, e volta do banheiro exalando cremes de dormir e “boa noite”. Muito diferente de quando o amor queimava incensos, tragava vinhos, esmagava os lençóis, delirava... Nem com jazz ou com chocolate quente quando chove, ela faz outra vez a cara que fazia quando ganhava uma florzinha quase morrendo que eu arrancava nos canteiros dos contornos: beijava meu rosto, deitava a cabeça no meu peito, arrastava-me pelo braço para o sofá e perguntava o que eu queria assistir enquanto o amor nos colava com suor. Isso até a sala ficar “um inferno”; a casa, “um tédio só”; as ruas, “uma merda”; e o amor, um produto vencido que já estava fedendo na geladeira desde o dia dos namorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-113397346488637222?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/113397346488637222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=113397346488637222&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113397346488637222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/113397346488637222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2005/12/trinta-de-maro-de-dois-mil-e-cinco.html' title='trinta de março de dois mil e cinco, vitória, casa alta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-112295632673721835</id><published>2005-08-02T01:18:00.000-03:00</published><updated>2007-12-27T18:45:20.112-02:00</updated><title type='text'>os suicidas - trecho#2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre que se encontra no seu apogeu, a noite insiste em nos dizer que algo de extraordinário se revelará no próximo ato. E como espectadores ávidos que somos, nos mantemos presos ao seu desenrolar místico a nos iludir como crianças. E as horas desaparecem nos relógios esquecidos, como a neblina no rio sujo que a devora, querendo com infinita sede ver-se redivivo. Mas nada além de nós mesmos acontece, nada de espetacular se revela, nada. Cada minuto passado se torna um tormento a nos impulsionar para o próximo: um verdadeiro jogo de contar pulsares, uma inútil e dispendiosa jogatina a varrer as cores dos nossos cabelos, tudo em nome do prazer, tudo pelo minuto não sofrível, tudo pelo gozar, mesmo que em estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-112295632673721835?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/112295632673721835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=112295632673721835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112295632673721835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112295632673721835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2005/08/os-suicidas-trecho2.html' title='os suicidas - trecho#2'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-112295562072193773</id><published>2005-08-02T01:07:00.000-03:00</published><updated>2007-12-27T18:43:55.963-02:00</updated><title type='text'>Vinte e quatro de junho de dois mil e quatro, duas e dez a.m., casa alta, vitória</title><content type='html'>Enquanto o fumo fazia efeito e o desprazer se esvaia, horas inteiras eram vistas sobre os varais. E neste tempo de estranheza atemporal, quase que deitando assombro, alegria não cabia. Mas no efeito... tanto conforto... era um lugar além da euforia da vida comum! Alegria não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-112295562072193773?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/112295562072193773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=112295562072193773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112295562072193773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112295562072193773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2005/08/vinte-e-quatro-de-junho-de-dois-mil-e.html' title='Vinte e quatro de junho de dois mil e quatro, duas e dez a.m., casa alta, vitória'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-112286111532238244</id><published>2005-07-31T22:51:00.001-03:00</published><updated>2008-09-06T19:52:50.343-03:00</updated><title type='text'>Vinte e nove de abril de dois mil e cinco, casa alta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez, hoje, eu consiga uma puta. E como estarei bêbado, não vai ser difícil ver nela a modelo francesa que eu tanto sonho: semi-nua, maquiagem, roupas e acessórios com cor de outono, pele branca e aparentemente fria, cabelos vermelhos, alta, firme... Confesso que olharei espantado para a cara dela pensando ser a sonhada modelo. Ela rirá do meu inexplicável pavor. Eu ficarei muito mais assustado. E ela numa crise de auto-confiança me atacará com a fúria de uma puta francesa. Meu delírio a fará ainda mais perfeita que a modelo. E quando gozar, agradecerei a todos os senhores franceses que deixaram o tempo passar enquanto sonhavam, e se viram pobres com suas filhas nas ruas, perfumadas, com seus cabelos vermelhos, inspirando bêbados brasileiros com suas putas feias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-112286111532238244?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/112286111532238244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=112286111532238244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112286111532238244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112286111532238244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2005/07/vinte-e-nove-de-abril-de-dois-mil-e.html' title='Vinte e nove de abril de dois mil e cinco, casa alta'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14979011.post-112281430512426779</id><published>2005-07-31T13:43:00.000-03:00</published><updated>2008-01-02T16:55:19.892-02:00</updated><title type='text'>os suicidas - trecho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou sendo atraído pela mesma força que leva os insetos contra o fogo das velas, ou seria a mesma ignorância?, talvez o mesmo desespero, não sei. Só não consigo fugir do prazer que este calor me traz. E a necessidade de aumentá-lo me faz correr ensandecido ao seu encontro quase que inevitável. Será que todo prazer traz em si um pouco de morte? Estaria no fim dos gozos o perpetuar de todo deleite? Se não, o que sustenta o se deixar levar por estranhas vias que nunca apresentam um fim? Que em cada curva se desdobra em novos campos cada vez mais desconhecidos e saborosos!??? E haveria uma última curva? Um último campo? Mesmo tendo cada dia sua porção de conforto e cada instante sua promessa de prosperidade; mesmo querendo ir, levado pela poesia que se desenterra da poeira que se ergue na labuta; mesmo sabendo que as boas horas virão como um arrebol que não tarda, ainda assim persiste essa vontade de infinitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14979011-112281430512426779?l=vinteesete.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vinteesete.blogspot.com/feeds/112281430512426779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14979011&amp;postID=112281430512426779&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112281430512426779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14979011/posts/default/112281430512426779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vinteesete.blogspot.com/2005/07/os-suicidas-trecho.html' title='os suicidas - trecho'/><author><name>j. gauche</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10571789268278835813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://sp2.fotologs.net/photo/2/52/60/jgauche/1187978888_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
