vinteesete

29 agosto, 2006

quatorze de agosto de dois mil e seis - casa quatro - vitória

E neste ponto de dúvida em que me encontro, fico em uma perna só, cantando e bebendo como um decadente na mais irrecuperável alegria. Neste ponto, vou cambaleando em curtos ataques de passos tortos e pulinhos de euforia. Na madrugada de gelo e poucos postes. Um bando de bêbados rezando para que o dia não amanheça mais, para que a mesma alegria não os deixe na cara do sol. Eu, mesmo duvidando, paro a noite com um grito e prolongo sua frialdade com outra dose de conhaque. Os bêbados gritam em homenagem ao tempo multiplicado: milagre!


j. gauche

5 Comentários:

  • Às quarta-feira, 30 agosto, 2006 , Blogger Sil disse...

    Adorei o texto!!! Sempre quero uma máquina de parar o tempo, para parar o tempo, não acabar a noite, mas ele sempre insiste em amanhecer...
    Beijos!!!

     
  • Às sexta-feira, 01 setembro, 2006 , Anonymous Anônimo disse...

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  • Às sexta-feira, 01 setembro, 2006 , Anonymous Anônimo disse...

    Eu não devia te dizer
    mas essa lua
    mas esse conhaque
    botam a gente comovido como o diabo.
    Drummond- Poema de sete faces.

    Gostei do texto; te revelas sensível e perceptivo.
    Um brinde à loucura, e muito grata pelo comentário.

     
  • Às quarta-feira, 06 setembro, 2006 , Blogger FLORA disse...

    Outro texto maravilhoso...Também gostei mais do texto dos porcos, mas não perdeu o brilho e a pitada de loucura que traz depois da leitura...Beijos

     
  • Às domingo, 24 setembro, 2006 , Anonymous Anônimo disse...

    duasetrintaesete

    madrugada

     

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